Exames Endoscópicos

Cápsula Endoscópica: tudo o que você precisa saber

Exame inovador que permite visualizar o intestino delgado com uma pequena câmera do tamanho de um comprimido — sem sedação, sem dor e sem internação.

O que é a cápsula endoscópica?

A cápsula endoscópica é um exame que permite visualizar o intestino delgado por meio de uma pequena câmera do tamanho de um comprimido — cerca de 26 × 11 mm. Após ser engolida, a cápsula percorre naturalmente o trato digestivo capturando milhares de imagens, que são transmitidas em tempo real para um gravador usado pelo paciente.

O exame é indolor, não necessita de sedação e permite avaliar regiões do intestino delgado que não podem ser examinadas pela endoscopia digestiva alta ou pela colonoscopia convencionais.

Tamanho da cápsula
26×11
milímetros — similar a um comprimido grande
Duração da gravação
8–12h
o paciente pode realizar atividades habituais
Sedação
Não
exame ambulatorial sem anestesia

Como funciona?

O processo é simples e não invasivo:

1
O paciente engole a cápsula com uma microcâmera, como se fosse um comprimido.
2
A cápsula registra imagens em alta resolução durante todo o trajeto pelo trato digestivo.
3
As imagens são transmitidas e armazenadas em um gravador portátil preso ao corpo do paciente.
4
Após o exame, os dados são devolvidos à clínica e analisados detalhadamente pelo gastroenterologista.
5
A cápsula é eliminada naturalmente nas fezes, sem necessidade de recuperação.

Quais são as vantagens?

Não necessita de sedação
Não causa dor
Não utiliza radiação
Avaliação completa do intestino delgado
Exame ambulatorial — sem internação
Atividades habituais durante o exame

Para que serve a cápsula endoscópica?

Principal indicação · Coberta pela ANS

Investigação de anemia por deficiência de ferro

Quando a endoscopia e a colonoscopia não identificam a causa da anemia, a cápsula avalia o intestino delgado em busca de sangramentos ocultos. No Brasil, é a principal indicação e consta no rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Primeira linha

Sangramento digestivo oculto

Considerada o exame de escolha para investigação de sangramento de origem no intestino delgado, especialmente quando os exames convencionais não identificam a fonte.

Doença de Crohn do intestino delgado

Permite identificar inflamações, erosões e úlceras do intestino delgado em pacientes com suspeita ou diagnóstico de Doença de Crohn, avaliando extensão e atividade da doença.

Tumores do intestino delgado

Auxilia na detecção de pólipos e tumores em regiões de difícil acesso pelos exames convencionais.

Doença celíaca e suas complicações

Em situações selecionadas, contribui para avaliação de complicações e extensão do acometimento intestinal.

Síndromes polipoides hereditárias

Auxilia no rastreamento de pólipos em pacientes de alto risco, como portadores da Síndrome de Peutz-Jeghers.

Quais doenças a cápsula endoscópica pode detectar?

Como é o preparo?

O preparo é semelhante ao de outros exames intestinais e inclui:

Limpeza adequada é essencial. A qualidade das imagens depende diretamente de um intestino bem preparado. Siga rigorosamente as orientações médicas para garantir a qualidade do exame.

Existem riscos?

A cápsula endoscópica é considerada um exame muito seguro. A principal complicação, embora rara, é a retenção da cápsula: ocorre quando a cápsula permanece no intestino por mais de duas semanas ou fica retida em uma área de estreitamento — geralmente associada a doenças inflamatórias, cirurgias prévias ou tumores.

Cápsula de patência Em pacientes com maior risco de retenção, pode ser indicada previamente uma cápsula de patência — uma cápsula dissolvível que avalia a permeabilidade do intestino antes do exame definitivo.

Em alguns casos o exame pode ser incompleto, sem visualização de todo o intestino delgado, seja por esgotamento da bateria antes de atingir o cólon ou por trânsito intestinal muito lento.

Quando a cápsula endoscópica não deve ser realizada?

O exame pode não ser recomendado em situações como:

Dificuldade de deglutição

Pacientes com dificuldade para engolir não são impedidos de realizar o exame. A cápsula pode ser introduzida e posicionada diretamente no intestino por meio de uma endoscopia alta.

A avaliação médica individualizada é fundamental para determinar a indicação correta e garantir a segurança do exame.

Dúvidas frequentes

Perguntas sobre a cápsula endoscópica

A cápsula fica dentro do corpo? +

Não. Ela é eliminada naturalmente nas fezes em poucos dias, assim como qualquer outro objeto ingerido que não é absorvido pelo corpo. Na maioria dos casos o paciente nem percebe quando isso ocorre.

Preciso recuperar a cápsula após o exame? +

Na maioria dos casos, não. A cápsula é descartável e não precisa ser recuperada. Em situações específicas, como suspeita de retenção, o médico pode solicitar uma radiografia para confirmar sua eliminação.

Posso trabalhar e fazer atividades normais durante o exame? +

Sim. Uma das grandes vantagens da cápsula endoscópica é que permite realizar diversas atividades habituais durante a gravação — o paciente usa o gravador portátil preso ao corpo enquanto segue sua rotina. Algumas atividades muito intensas ou que envolvam exposição magnética (como exames de ressonância magnética) devem ser evitadas nesse período.

A cápsula substitui a colonoscopia? +

Não. São exames complementares com objetivos diferentes. A colonoscopia continua sendo o principal exame para avaliação do intestino grosso (cólon) e prevenção do câncer colorretal. A cápsula endoscópica é especialmente indicada para o intestino delgado — região que a colonoscopia não consegue avaliar completamente.

A cápsula substitui a endoscopia digestiva alta? +

Não. A endoscopia digestiva alta avalia esôfago, estômago e duodeno com maior detalhe e permite procedimentos como biópsias e tratamentos. A cápsula é voltada para o intestino delgado, a região entre o duodeno e o cólon, e não substitui a avaliação do trato digestivo superior.

Meu convênio cobre a cápsula endoscópica? +

A ANS incluiu a cápsula endoscópica no rol de procedimentos cobertos para investigação de anemia por deficiência de ferro inexplicada — que é a principal indicação do exame. Para outras indicações, a cobertura pode variar conforme o plano e a justificativa médica. Consulte seu médico e operadora para verificar a cobertura no seu caso.

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